Como lidar com a impermanência em nossas vidas?


Saudações desta manhã de inverno ensolarada!

Certamente, passamos por dias anteriores de muito frio, após um verão que parecia se emendar com a primavera, mas enfim, é curioso como as mudanças podem acontecer de forma tão natural e querendo ou não, acabamos por nos adaptar.

Um dia ensolarado pode propiciar uma percepção mais positiva das coisas, bem como um dia nublado ou chuvoso pode nos deixar mais reclusos ou introvertidos. Fato é, seja qual for a polaridade, o lado, tudo é vivido através da dualidade, pois sem ela, não teríamos os contrastes que tanto enriquecem nossas vidas.

Tudo em nossa vida é impermanente, desde o saboroso sorvete até pessoas que amamos, incluindo a nós mesmos, temos um prazo de validade, um tempo de existência terrena, e o fato de trazermos isso para nossa consciência nos remete à importância de tudo o que está ao nosso redor. Tendo a questão da impermanência em mente, percebemos que idéias de apego já não tem tanta força, desestruturando o sofrimento que antes poderia nos consumir por dias ou meses. O desapego nos traz a liberdade de apreciar aquilo que temos no momento, aceitando a vida como ela é, como um vasto oceano, onde pode-se ter dias com muito ventos e ondas, outrora dias calmos e tranquilos.

A mudança é inerente à todos, e não basta apenas a busca da adaptação, e sim, de que forma podemos superar ou transcender todas essas lições que recebemos e cada qual, terá de enfrentar suas próprias situações onde tomará a decisão de sofrer ou não sofrer, apegar ou desapegar, criar ou descriar. E dependendo dessa decisão, sua vida poderá mudar ou não.

A busca pela felicidade é algo que todos perseguem, como se fosse algo externo, outras dizem que a felicidade é feita de momentos de alegria, mas que sempre acabam. Em minha percepção, vejo a felicidade mais como um estado interno de paz consigo mesmo(a). E o caminho para tal, primeiramente passa pela aceitação de tudo que me rodeia, deixando que as coisas, as pessoas, tudo seja como é, poupando minhas energias que antes gastaria querendo ser a pessoa de razão, tentando mudar os outros, brigando com a vida, a troco de um stress que não geraria nada além de uma degradação de mim mesmo(a).

Por isso, não é uma opção para a paz ou felicidade interior, escolher entre aceitar a impermanência da vida ou não, é algo que pertence a esses sentimentos positivos, tal qual o ar que respiramos para viver.

A impermanência existe e você presencia ela em todos os momentos de sua vida, se hoje você vive uma tempestade interior, ela há de passar, assim como o dia ensolarado hoje, pode ser que amanhã chova. Pode ser que algo que você goste muito se quebre, pode ser que uma relação amorosa se finde, seja o que for, estar preparado para isso, depende apenas que você encare tudo como impermanente, e viva intensamente o hoje, sendo feliz com o que tem agora e fazendo o seu melhor para que possa aproveitar o tempo que tem, pois certamente este um dia findará.

A aceitação da impermanência traz em si o desapego, com isso, uma liberdade sem fim, pois nos permite transitar por todas as estradas da vida, sem resistência, com serenidade e construindo a resiliência, que quanto mais forte, mais nos permite transistar nesta existência com paz e harmonia.

Comece hoje a deixar que as coisas, as pessoas, as situações fluam da maneira que são, isso não quer dizer que você manterá uma postura passiva, mas somente depois que se aceita algo, poderá ser capaz de mudar, não externamente, mas internamente.

Desejo a você uma excelente e iluminada semana !!!

Um grande abraço,

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